sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Desconstruíndo sonhos, é assim hoje, ontem, esses tempos, é uma tentativa de desconstruir esse belo e louco sonho, que eu sempre achei que não fosse durar muito, lá dentro eu sabia que esse dia chegaria e que isso iria ser dificil, pensei que estive apenas sendo pessimista, como sempre sou, e não quis me importunar com os avisos que eu mesmo me dava, com os instantes de medo, que me mostravam o que iria acontecer, mas cedo ou mais tarde, agora veio o mais cedo ou o mais tarde, e agora é pensar que o que resta é acordar depois desse sonho real e tentar não pensar tanto na falta que estar nele vai fazer, mesmo sabendo que pouco provavelmente vou conseguir, porque esse sonho foi muito intenso, muto real, muito novo, e penso que ate muito esperado, vou ficar sempre procurando ter esse sonho? Provavelmente, e mais provavel como não vou conseguir mais ter outro igual, vou continuar uma frustante busca e até fechar os olhos pra durmir e voltar a sonhar, mas nem no sonho vai ser igual, porque agora ficou um eu que nunca tinha dado danto as caras por aqui, agora ficou um vazio patetico, fiz tantos sonhos dentre desse sonho, que misturei coisas demais, esperei aquilo que eu saberia que não viria, que não viveria, nisso criei uma realidade minha onde tudo daria certo, e que pela primeira vez eu estaria lá sendo eu, e não me inportanto com nada, e vivendo apenas esse sonho, agora eu queria fuga, fugir mesmo pra um tempo, onde eu não me importava em não ser esse eu meio doido, muito estranho, um tanto quanto intenso e distante, amargo e doce, frio e quente, penso em onde vou deixá-lo, tenho que me livrar desse eu, não quero e não vou mostrá-lo mais, vai voltar, nem que dure mais do que eu preveja, vai voltar de onde eu sei, é triste dizer, esse eu nunca deveria ter saído tanto, ele sempre saiu, mais não tinha ninguem vendo, ninguem compartilhando, ninguem que eu quisesse que participasse desse eu, as vezes me sentia como uma casa, minha doida e desconexa casa, ela sempre recebeu visitas, eu sempre as deixei entrar, mas só ate a sala de estar, onde eu tinha quase tudo pronto pra mostrar, onde eu saberia o que mostrar, raramente uma visita a uma sala onde deixo alguns pensamentos, alguns sons, algumas coisas coisas esparsas, mas entrar no  imaginario quarto desse eu, não, nunca deixei, nunca convidei ninguem, simplesmente não tinha vontade, porque era um canto só meu, onde era muito cheio desse eu, e como sabia que não queria explicar nem fazer por onde quem entrasse entendesse ou gostasse desse quarto, nunca deixei enfim que ninguem entrasse, era tão meu lugar, não cabia mais ninguem, mas durante esse sonho eu deixei  alguem entrar, eu quis que entrasse e ficasse, eu me importei em explicar cada sentido de cada coisa, num misto de desejo e felicidade de enfim ter encontrado alguem que eu pudesse e quisesse e convidasse sempre dizendo_vem, pode entrar,  cuidado com toda essa estranheza excessiva_ mas esse querer tornou-se complicado demais de se entender, de se sentir por esse alguem, e assim, foi chegando no fim do sonho, fui acordado desse sonho, fui colocado numa cinza realidade, onde o quarto agora que recebeu visita vai ficar meio vazio, meio faltando um sentido, meio sem ter graça, apenas com esse eu, que vai ficar pensando, em como foi esse sonho, onde está o sonho, o que faz o sonho, agora que não mais aqui faz visitas, onde, como, porques, esses sempre vão ficar, esses sempre vão estar pra dizer_ Acabou seu sonho, acabou_ é e acabou vou dizer também, vou então ficar olhando, procurando, sentindo, mas agora só, agora é (re)aprender a não mais esperar, não mais pensar, não mais sentir, não mais compartilhar, vou trocar todas as fechaduras, de todas as portas, ou melhor, vou trocar logo todas as portas, ou pode ser que eu mude ate essa casa de lugar, pense numa construção longe, num lugar ermo, ingreme, onde ninguem nem cogite a ideia de ir, voltar, chegar, ficar, quero estar nessa casa sozinho mesmo sentindo uma falta desconcertante desse sonho, mas só assim vou conseguir fazer, sempre foi sozinho, sempre quis estar verdadeiramente só, mesmo com alguem, agora é tentar deixar todo o sentimento se aquietar, pegá-lo  e escondê-lo pra que ninguem mais veja, pra que eu não mais explique, só quando eu quiser pensar em que tudo que eu fiz foi errado, todas as minha bobas atitudes foram um erro, todo o meu eu foi um excesso sem fim, foi assim que eu pensei, lá no fundo eu sabia, eu não vim pra isso, mas deixa eu ser assim só por um breve tempo, pra que depois eu fique pensando que  foi um sonho, tudo foi um sonho, foi sonho, foi sonho, e eu agora acordei.........

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